Passada a tormenta fica a terra úmida, a descontinuidade natural muda o que era, há calor por toda extensão de mim. A rigidez da couraça vai cedendo. Houve luta amor, colocamos os corpos para jogo, guerreamos um a favor do outro, na cama me pacifico.
Guardo minha espada imaginária, cedendo o peito para aconchegar a exaustão grata da entrega, sou agora a bainha que recebe o tesouro precioso da sua contundência, na terra onde é lançada a semente que reifica a paixão que nos consome legítima.
Dispo-me das defesas, deixando o mais tenro de mim à sua língua atenta. Pesa, finalmente, o atraso dos seus dias sobre o corpo ansioso de quem te guarda na ausência, e tudo em mim é morno, paz sonolenta, descanso de saudade. Seus olhos são os degraus da escada de Jacó, sem mais poder, combati o medo de que não voltasse inteiro, posto que notei não estar inteiro quando da partida. Só não tinha me dado conta de que, o tempo todo era eu que te faltava.
- Elis Barbosa
As imagens vieram como num filme,
ResponderExcluirum leve ruborizar interiorano me assaltou
a faze. Uau! Muito bom...
Bjs...
P.S.- Obrigada pelas visitas e pelo carinho,
por cá estarei tb.
*face.
ResponderExcluir;)
O amor é inesgotável, mesmo quando nos esgota, gota a gota.
ResponderExcluirBeijos