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sábado, 25 de abril de 2009

Passando a limpo



Eu morri pela boca como os peixes, entreguei aos feixes toda a letra,
era tudo o que tinha, minha paixão, dedicação, o alfabeto todo em comunhão...
Até de livrarias passou a gostar, quem diria um cidadão nada exemplar
passando a passar pela vida com um colorido que era meu, levando agora, além da buceta a letra... como aceitar?
Isso não dá para perdoar!

Agora pobre que estou faço rimas ordinárias, impregnada ainda, tentando escapar do lugar comum onde acabei por me despojar!
E para quê?
Para ouvir de você que será melhor deixar como está...

Canalha!

É graças a mim que encantado assim com tais pradarias vai agora transitar por ali, achando que nesse chão sabe andar!
Qual o quê, o que há de saber de fato este pagão, que não tem por natureza o amor de quem dá a mão?
Que não sai de si por pavor, pois sabe que sozinho não tem chão...

Fui eu teu chão, servi de corrimão sabendo que te dava o suporte, achando, tola, que tu eras o forte!

Tento em luto passar pelo vale da sombra da morte de um amor para o qual tudo dei...
Vendi a alma, e não foi ao diabo, nenhum lucro de contrato justo tirei, ficou apenas a certeza da tua fraqueza, homem sem coração...

Pois sim, deixa estar, que mesmo marcada hei de fazer tal qual minha estirpe manda, ressuscitarei!
Seguirei tatuando as letras que contam a história que ainda não acabei,
a minha história, da qual quase tarde demais te arranquei!

Liberta, linda, plena, fêmea, forte, com o direito de bradar que amei, no mérito de tentar de novo, e certa de que posso, guarde contigo a certeza de que o farei!!!

Elis Barbosa

sábado, 5 de maio de 2007

Quem se habilita?


Amor romântico
Amor Fraterno
Amor materno
Amor filial
Amizade (dizem que é amor sem sexo, mas pelas historias que já ouvi há controvérsias)
Amor de verdade (?)
Amor eterno
Amor além da vida (filme lindo!)
Amor de pica (perdão pela má palavra)
Amor sincero (?)
Amor louco
Amor ...

Pergunta:
Amor é um só ou existem vários amores?
- Elis Barbosa

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Despedida Impaciente





Falta, ausência, demanda, necessidade... de arte sentida, de sentimentos bem feitos, de comida bonita, de sexo minucioso.
Pode tentar negar, mas o fato verídico e comprovado é que eu e a noite vimos você plantado na esquina, criando raízes... e a pergunta que fica agora suspensa no ar é o motivo, sim, procura-se o mote para considerarmos - a noite e eu - que ainda possa existir conteúdo para a forma estática e dura com que nos deparamos.
Para a noite a lua era minguante, pra mim, o saco era cheio de ter de me deparar com você. Estranho você, que exibia uma obstinação impertinente e blasfemava contra tudo que de verdade havia sido plantado para vida por nossas próprias mãos em conjunto de quatro! Faltava o você que só você sabia ser para que fosse extinta de uma vez por todas a ausência de afeto do mundo! Sim, porque, o mundo costumava ser pequeno demais para a magia da sua inspiração e de repente, minguou.............................
A nossa demanda – minha e da noite – sempre foi a mesma: poder ser sem ser mal-dita, mal-falada, mal-comida, mal-compreendida, mal-amada! Desejo, perene e doce desejo que a nós todos envolve e que a maioria envolve num véu de emancipação cujo colorido sem graça é de extremo mal-gosto! Emancipação transparente que vai derrubando os bibelôs espalhados pela casa, clean é a ordem do dia. Foda-se sou da noite!
A sua falta, o pecado capital, foi a ausência. Não de presença, mas de vontade. Sua paralisia na noite torna cada vez mais evidente seu desaparecimento gradual pelos dia que correm... os proclamas de sua breve extinção! Diante de tal quadro me pergunto o que falta pra que o cosmos dê cabo de sua tênue existência?
Necessitávamos quando nos faltou e nos faltou por sentir que seria de bom tom manter a harmonia superficial das coisas e por lembrar que a ordem do dia era tudo clean, e o dia não acabava nunca porque você baniu a noite!
Nesse sentido e levando em consideração o acima exposto solicitamos por meio desta que saia de nosso caminho e nos permita transitar pelos dias porque a noite somos nós. Solicitamos ainda que continue ignorando a beleza da vida que pulsa a todo o momento já que seria de extremo mal-gosto oferece-la a alguém que não sabe se dar ao desfrute. Mantenha seu preto no branco fora das vistas dos que ainda não morreram ou encontrará flores, estrelas, luas e sóis desenhados nas superfícies absolutamente impecáveis das paredes de açúcar que construiu para conter esse novo mundo, o mundo dos que não são.
Volte a vida se puder, muito embora eu não vá estar aqui pra assistir, pois estou indo embora para um lugar meio longe daqui, mas onde a práxis se define por arte sentida, sentimentos bem feitos, comida bonita e sexo minucioso.

Ai, ai...


Ai, ai...

Ai, ai, como me dói o peito ao te ver partir tão decidido
Em desalinho fico sem destino, tão perdido
Levas contigo contido dentro desse olhar felino
todo meu desatino de tanto amar e deixas-me com o que resta!
o fim da festa, e agora José, o que me sobra senão o fastio
da já recomendada continuidade da calmaria das frivolidades...

Vagar... di vagar lentamente por esses restos, por esses fins
Tentar tenazmente juntar-me a eles esvaindo, derretendo...
diante da imagem dos teus olhos de mel, de mal comigo
do teu sorriso de marfim, afim de qualquer outro ou de outro qualquer, menos de mim...

Será, que se por um momento somente juntar-me aos restos poderei “déjaveu”
Que não tenhas ido?

Busco mas certamente não o encontro, não encontro o José nem no João, nem no Paulo
nem no Ricardo...encontro só o escárnio desta vida que te levou
pra ensinar a lição que ainda não aprendi, qual seja, meninas boas ganham o prêmio
meninas más ganham o perdido

Parece que vai ser sempre assim... um fim que não mais acaba

Logo se vê que sofrimento de amor fica e deixa o coração marcado...
parado num tempo e num lugar que não mais posso estar e que toda vez que tento
num sonho qualquer me agarrar acabo por assim dizer quebrada,

a porta está mesmo fechada...

O conselho é entregar...


-Elis Barbosa