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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Para o ano nascer feliz...


Dizem que a boca fala do que está cheio o coração… e por que não dizer: também os olhos vêem através do véu tecido pelas emoções que abarrotam o peito do indivíduo?

Era uma vasta multidão a que me rodeava... e dizer vasta de multidão não é tentativa de fazer graça ou de bancar a estilosa, é a redundância necessária para dar a idéia exata do mar de gente fazendo margem comigo.

Então:

Era uma vasta multidão a que me rodeava... fazia margem comigo um sem número de pessoas de todos os tipos, vindas dos mais diferentes cantos, cada uma buscando seu lugar ao calçadão, a areia havia sido tomada desde muito antes daquelas horas. O objetivo comum era comemorar a virada do ano de 2008 para o ano de 2009.

Uma passagem, uma passagem apenas, por onde queriam “passar” dois milhões de pessoas ao mesmo tempo, tudo aqui e agora... todas as preces, todas as expectativas, todas as curas, todas as concretizações, todos os sonhos, tudo sendo vibrado num coro silencioso de olhos arregalados, bocas levemente apertadas, mãos retesadas e um grito surdo que os fogos estourando desordenadamente em meio a uma fumaça muito espessa tentavam abafar.

Pode até ser traição, mas o que meus olhos viram nos olhos dos que me cercavam foi um medo que tinha o mesmo tamanho do desejo, uma solidão na exata mesma proporção do amor que se tinha a oferecer, e ausência de esperança. Foram poucos os abraços distribuídos, foram poucos os gritos de euforia, foram muitos corações apertados pela mão que tenta esganar, a todo custo, a esperança de dias menos conturbados.

Se possível fosse, providenciaria uma mãe, ou coisa que o valha no sentido do acolhimento, para cada um dos que ali estavam (eu incluindo). Tive uma dó bem muito grande e uma vontade de poder garantir que tudo vai ficar bem...inclusive para as crianças de Gaza que ao contrário dos que ali estavam não tem qualquer previsão de quando os estouros que lhes arrepiam vão parar!

- Elis Barbosa

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Lugar no mundo



Será que depende do mundo? Será que depende de quem ou do quê está no mundo – seja esse mundo qual for?

Tão difícil dizer o lugar das coisas num mundo de movimento constante, dual e harmonioso a despeito de uma diversidade infinita que contém – rotação e translação.

Hoje mais que nunca parece que o planeta roda na velocidade dos acontecimentos insólitos tanto da esfera pública quanto da esfera privada (com trocadilhos, gentileza), que por sua vez, parecem não parar, exatamente como aquele refrão enlouquecedor – não pára, não pára, não pára não – não pára, não pára, não pára não!

Sim, nada original essa coisa de escrever, de se deter e insistir em falar da invenção revolucionária na história da humanidade que foi a roda... que é o tempo!

- Elis Barbosa

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Texto inacabado


A aridez natural com que os dias correm a passar um pelo outro, e depois pelo um e de novo pelo outro, e assim sucessivamente, não satisfaz a sede de intensidades diversas que têm algumas almas inconformadas.

A aridez pode ser e, normalmente o é, intensa à sua moda, e vazia, vai deixando tudo sempre como sempre foi e vai cuidando para que se tenha o mais absolutamente necessário à sua reprodução. Essa ao menos é a aridez que conheço. E confesso: às vezes posso até gostar dela, depende do grau de canseira que tenha me dado a vida, mestra em dar na gente corridas dignas das “corridas de cachorro” que me acometiam na infância brejeira!

As “corridas de cachorro” eram emocionantes, não há como negar, pois promoviam um rebuliço interno, várias emoções... vejamos: havia o medo da fera horrenda em que se transformava o vira-latas, adrenalina à mil; havia a força física empenhada na corrida com a certeza/esperança de que mais uma vez se escaparia de mais esta prova de fogo; havia finalmente o gozo de se passar por todos os obstáculos deixando para traz o animal que ainda ladrava mas agora sem assustar! – Vitória! Ponho novamente a ilusão de o homem estar no controle de alguma coisa sobre a face desta terra.

Curioso como não é possível fugir às analogias que essa situação banal suscita! Bem, de qualquer maneira, falávamos de aridez e não de aventuras, logo...

Todas as almas, “o primeiro princípio do seres vivos”, são diferentes umas das outras, mas...

Voltando: existem as almas inconformadas, almas que sairão das fôrmas com defeito, que não se enquadraram direito no momento em que se concebiam, ou sobrava, ou faltava ou simplesmente não se encaixa adequadamente à forma. Agora veja você, que coisa mais intrigante, almas com defeito... sim, porque a matéria é passível de deteriorar-se ou ainda de já começar a existência apresentando diferenças tão drásticas entre uma forma e outras formar que chamam essa matéria de defeituosa, embora esse chamamento seja politicamente condenável, mas almas?

Pois é, ao que me dizem as fadas, acontece com as almas que elas têm de sair para algum lugar e que não há lixão nem hospícios para almas com defeito, onde muito provavelmente elas não incomodariam ninguém! Então acaba que, mesmo inconformadas elas são jogadas no mesmo lugar que as almas boazinhas, sem defeito de fabricação. Almas que passam sua existência naquele estado de contemplação celestial que não atrapalha ninguém, como os anjinhos-criança pintados nas catedrais!

O que acontece então? Arrazoemos um momento sobre isso utilizando um método bem objetivo, a equação:

AI + AB / EF = ?

AI = Almas Inconformadas (com defeito)
AB = Almas Boazinhas (tilintando de normalidade)
EF = Espaço Físico (as Almas dividem o mesmo espaço físico!)

Olha só como serviu para alguma coisa todas aquelas horas de tortura infinita da mente que, feita de palavras, tinha de ler números e falar com eles através de outros números!
- Elis Barbosa

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Escrito nas Estrelas



Não é claro para mim se o amor como o conhecemos existe, se os contos de fadas não passam de invenções, absolutamente invenções que nunca, em tempo algum tenham tomado forma de realidade, não é claro para mim se o tempo deve passar por nós ou nós por ele... não é claro para mim que a mágica um dia vivida possa ser, nada mais nada menos que hormônios, não é claro para mim se devo ainda desejar essa mágica da maneira como puder ainda vivê-la, pois é claro que como foi não há de se repetir.

De qualquer maneira, há vezes em que nosso esforço em determinado sentido parece não fazer muita diferença, é como se o universo indicasse severamente uma direção diferente da que “tudo indica” ser a melhor possível... como fica evidente sinto-me profundamente confusa hoje, mas como nesse peito tem é espaço para emoção, acabo de ver sentada a um canto, tomando um cálice do mais fresco vinho branco que guardo para os momentos alegres e primaveris de meu coração, a Saudade!

Danada, pisca um olho para mim como quem sabe estar aprontando das suas traquinagens... de todos os sentimentos a saudade é a que, misturada a ingredientes que tendem a amolecer o juízo e as pernas, como o vinho (e a confusão), proporciona as viagens mais deliciosas de volta, e as projeções de futuro mais delirantes, absurdas e impraticáveis!

Ora, ora, ora, e o que sou eu se não um bicho atordoado que sente, livre para transitar por entre as grades da prisão do pensamento...

Elisangela Barbosa

domingo, 19 de outubro de 2008




Cair, entregar, relaxar, confiar que apesar de todas as evidências o chão não vai sair de sob nossos pés.

Tenho sentido cada vez mais o desejo de experimentar a segurança que o imprevisível traz, a saber, as mudanças não cessam nunca.

Para os que não gostam de jogos de sorte/azar, para aqueles que detestam saber que a vida pode fugir ao controle por conta de um cochilo rápido, tenho uma declaração a fazer:


“Não adianta, não atrasa, não importa, não exporta, faça chuva, faça sol ou não faça nenhum dos dois, nada está definido, fixo, estável ou mesmo, pode ser trabalhado (hahaha) nesse sentido.”


Sei que as afirmações acima podem ser acolhidas por meus companheiros de cela como razoáveis, afinal é o que fazemos: “reason, with people and/or things” para que se possa, através de nossas capacidades intelectivas chegar a um denominador comum. Mas isso é muito superficial, é preciso mais, a verborragia não dá conta do real!

Deeeeixa cair!!!

sábado, 4 de outubro de 2008

Setembro em Outubro



O clima neste setembro está, como parece à mim, o espírito das pessoas, inconstante, de intensidade a intensidade... muita chuva por muitos dias, de repente nenhuma chuva, nada de sol, ou calor, também tem os calores sem sol, e o sol com chuva. Parece que o tempo está confuso e muito bravo por isso! Não sei ainda quem reflete quem, se as pessoas acabam por refletir sem querer esse tempo ou se ao contrário.

O fato é que as mulheres têm sentido juntas a garganta fechar, um aperto no peito sem motivo e a sensação de que algo terrível está para acontecer, e acabamos por atribuir a angústia à lua cheia, mas não creio que seja só isso... andamos chorando muito, muito mesmo, todas nós. As dores e os amores são intensos, mas parece que os amores não vêm dando conta de abafar as dores, pois elas têm nos doido mais ultimamente.

De qualquer maneira o movimento não pára, o que é uma redundância de se falar, pois é do movimento não parar, mas falo mesmo assim que é para dar ênfase ao que sinto. O movimento não pára – mulheres e gatas ficam prenhas e dão suas crias ao mundo, que os acolhe como pode – e o mar é a maior de todas as alegorias que poderiam ter posto na natureza para nossa pronta referência do que vai sendo a vida todos os dias. O eterno movimento que a transforma constantemente, mesmo que não nos pareça assim.

A sensação do fim está cada vez mais forte, mas não consigo nomeá-la adequadamente, não sei de que fim estou a falar, mas pressinto forte o fim de alguma coisa, e aproveitando essa sensação vou começar a ler “A Cerimônia do Adeus” da Simone de Beauvoir, quem sabe não ajuda!

Não sinto tristeza nem alegria, não sinto contentamento nem desespero, mas sinto saudade e sinto vontade de rever os dias que passaram e principalmente a sensação de conforto que aparecia de quando em vez neles e me envolvia como numa onda quente e calmante... hoje parece domingo.

- Elis Barbosa

sábado, 3 de maio de 2008

Pelados - nada mais!


“Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira, e fizeram cintas para si.” Gênesis, capitulo 3, verso 5.

E eu fico aqui, só pensando... será que o livro sagrado foi editado na ordem correta? Sim, porque o verso acima é o "logo depois" o "right after" e está bem naquela parte em que contam do pecado que Eva cometeu, lembra do pecado? Aquele da maçã? A curiosidade!!! Eva sabia demais! Foi eliminada!

Bom, então, voltando ao questionamento primeiro, será que na hora de editar o manual do mundo o pessoal não acabou trocando as coisas de lugar? Porque do meu ponto de vista (que é míope, sempre vale lembrar!) quando ambos abrem os olhos e percebem que estão nus, em condições de clima e temperatura favoráveis, não tentam se vestir não! O cenário proporciona outro tipo de atividade, bem diferente que a confecção de cintas!!!

Será que o pecado foi justamente esse? As criaturas ignoraram o real objetivo do Criador ao coloca-los nus num paraíso? Sim, porque se o Criador é O cara, faz tudo certo com o objetivo de sempre proporcionar às suas criaturas felicidade, aprendizado e crescimento espiritual, ao menos assim me disseram, ele não os colocou nus para confeccionarem cintas concorda? Não faz sentido!!!

A Bíblia realmente é um livro curioso, cheio de meandros obscuros... mas definitivamente os caras que editaram o negócio não deviam estar usando óculos ou bem podiam estar usando Ópio!

Fico aqui matutando... será que o pecado de Eva na "verdade" foi a curiosidade? Aliás, característica que quase (há quem assuma e propague que não é curiosa) todo o gênero herdou da primeira fêmea oficial do mundo! Oficial? Sim, ora, ainda não sabem da outra?
É meus caros, a primeira oficial... Sim, porque antes da Oficial vem sempre aquela, aqueeela que não consta dos autos, que tentam jogar para debaixo do tapete, mulher que não prestou para confeccionar cintas por estar mais preocupada em gozar a vida! Gozar era o grande lance de Lilith! Safada! Foi ela que acabou prejudicando Eva e por conseqüência Adão (esse sim um coadjuvante, nem pra pecar esse puto serviu!).

Não conhecem Lilith? Mentira? Bom, não resisto e além de vasculhar o submundo dessa gente passo para frente! Nem quero pensar se fosse feita uma CPI, uma devassa investigativa na vida desse povo! Aí meus queridos, só a misericórdia do divino mesmo!

Em primeiro lugar é preciso compreender que a parte da historia em que Lilith aparece não é contada nas versões oficiais por um motivo justíssimo, causa nobre, a saber: para não estimular nem legitimar o abominável comportamento de algumas mulheres que se acham no direito de ter prazer toda vez que se vêem nuas na presença de um homem, que esteja igualmente nu, é claro.

Acontece que a sujeita foi criada logo depois de Adão, do mesmo material, barro, o que não deu certo, o barro não funcionou bem como liga, não criou vínculos de dependência - aliás faz muito mais sentido essa história do que aquela coisa toda da costela, a idéia de uma verdadeira intervenção cirúrgica era muito estranha vindo assim do nada. Enfim, empolgado, o Criador caprichou e acabou por criar uma mulher fogosa, com ímpetos ditos masculinos que queria porque queria dar uma variada nas posições durante as brincaderas da vida, mulher criativa, liberta, libidinosa, uma vagabunda! Também, com esse nome, não podia dar em outra coisa!

Daí Adão se ofendeu, ficou aborrecido com aquela coisa de ter de variar, de ter de ficar servindo àquela mulher que solicitava, que pedia, que gemia e que por último, não se dando por satisfeita exigia prazer, agora veja você? Em meio a um paraíso incrível, cheio de deleites e delícias, com um homem pra chamar de seu e a maldita ainda queria gozar? Faça-me o favor!!! Foi falar com o Pai, ele como entidade masculina entenderia o lado do filho, fala sério, ele não podia continuar com essa amolação na cabeça, senão daqui a pouco o dele é que seria prejudicado – “aí querida, nem tu nem eu...”

O Pai entendeu, lógico, e chamou a fulana para alguns esclarecimentos quanto à ordem sob a qual o universo funcionava – Filha, você deixa de me criar problemas e faz como teu homem quer! “Mas Pai somos feitos do mesmo barro, temos os mesmo desejos, somos iguais! Portanto, também tenho meus direitos!” Uma criadora de caso essa mulher! “Tá, mas ele não entende, e não adianta você conversar, explicar, nada disso funciona porque ele simplesmente não acompanha o raciocínio, então faz favor de se adequar à natureza que eu não quero mais reclamações, se eu tiver de descer de novo vai ser pra colocar todo mundo pra fora!”

A arrogante da Lilith então, indignada com o fato de não ter sido ouvida (coisa de mulher ordinária!), foi-se embora do Jardim! Acreditem, deixou Adão lá, no meio do paraíso, sozinho! Ia, nem que fosse para o inferno, mas ali ela não ficava mais nenhuma noite! A casa é sua querido? Então fica com ela.... e assim sobreveio a primeira noite de angústia sobre a Terra e blá, blá, blá... quem quiser saber mais sobre essa historia favor pesquisar.

Mas voltando à oficial, nossa Eva, nome tão mais distinto, que acabou, coitada, sendo expulsa do paraíso por tão pouco... curiosidade! Isso nem figura entre os pecados capitais! Se bem que, justamente isso me deixa um pouco desconfiada, curiosidade, pelo que sei só matou o gato... sabe, tenho a sensação de que para não parecer que o Criador tinha fracassado de novo, que Adão vivia falhando e só sabia mesmo era confeccionar cintas de figayra e, principalmente, que Lilith tinha toda razão, contaram a historia do “pecado original” em uma forma pirata, contaram em forma de alegoria!


Pensa só, essa coisa da cobra, da maça que continha o conhecimento de todas as coisas, do bem que Eva já conhecia e do mal que ela ainda não conhecia... daí a serpente, descrita como o mais belo animal do Jardim, seduz Eva que come do fruto... isso para mim soa como papinho sabe? Acho que ela acabou mesmo querendo um algo mais que, estava claro, o Adão é que não ia dar! Enfim, o que era esse algo mais eu não sei, quem era essa cobra/serpente eu não ouso nem pensar... se os caras não colocaram a historia original no Livro é porque deve ser mesmo cabeluda, melhor não saber!

De qualquer maneira, “percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira, e fizeram cintas para si”, é um pouco demais não é não? E esse Adão! Olha, uma hora dessas volto aqui e conto para vocês tudo o que eu acho desse cara que, definitivamente, é o pai dos homens que andam soltos aí pelo mundo qui nem qui ele até os dias de hoje!

terça-feira, 19 de junho de 2007

Fernando Pessoa - Beleza


"A beleza de um corpo nu só a sentem as raças vestidas. O pudor vale sobretudo para a sensibilidade como o obstáculo para a energia."

Bom, não sei se tem como ser mais contundente, mais provocador, mais acurado, certeiro, incisivo... mais, mais, mais... ele...
- Elis Barbosa

terça-feira, 24 de abril de 2007

Enuvia


A concretude das sutilezas mais imperceptíveis pode tornar um sonho puro, realidade... desejo que me compreendam somente aqueles que podem captar sem interferências, as ondas da emoção pura, criadora da virtualidade da mente e da concretude da terra, que pode e faz pulsar os corações.

O desejo que move montanhas, dissipa distâncias, estradas, ressentimentos, obstáculos visíveis e invisíveis habita em mim, de maneira que julgo ser capaz de emitir e ser recebida! Arrogância? Não, sentimento de tudo e todos, nervos de gelatina! Crença de que ainda existimos para além do que nos disseram, que vibramos baixinho ainda por não acreditarmos, por temermos o tamanho das ondas que podemos começar se vibrarmos com todo vigor de nossos corpos vivos!

Creio, sinto a vibração de todo ser animado e esse calor me dá tesão e tesão me dá prazer de continuar circulando e circulando quem sabe ainda não encontro surpresas... quem sabe ainda não encontro por aí e selo junto contigo a verdade oculta que nos uniu e nos une ainda, mesmo que em sonho???

Vai saber... eu não sei, você também não, a diferença entre nos é que não me furto essa possibilidade enquanto que você ainda não crê, ainda não vê que vibramos. Não na mesma intensidade, sequer na mesma onda, mas vibramos, querendo ou não, vibras como eu vibro!

Penso e me ponho a tentar sentir como seria caso me faltasse algum dos sentidos que nos faz interagir com os objetos como se fossemos nós também tão simplesmente meros objetos. Talvez pudesse ver com o tato, ou ouvir com o olfato, falar com os olhos! Milagres acontecem todos os dias e ignoramos as sutilezas por não se portarem como provas concretas. Ora, nada é concreto uma vez que nenhum dos concretos no mundo, jamais, pode impedir de circular a energia, o amor, o ódio, o desejo, um sorriso.

Sai, nem que seja pelos poros!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

-Elis Barbosa